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sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Na íris, um novo caminho para os diabéticos

Na íris, um novo caminho para os diabéticos

Se os olhos são o espelho da alma, a íris é um retrato do corpo. A comparação costuma ser feita pelos iridologistas, pessoas que dizem saber o estado do organismo de alguém examinando os olhos. Os princípios da iridologia não são reconhecidos pela medicina oficial, mas essa rejeição não impediu que o engenheiro Armando Albertazzi Gonçalves Jr. fosse atrás de uma opção não invasiva para medir o nível de açúcar no sangue de diabéticos.
Com 500 mil terminações nervosas conectadas ao corpo humano, Gonçalves achou que a solução para sua procura poderia estar aí, na íris. “Todo o trabalho foi feito com base em dados científicos”, diz ele. Trabalhando primeiro com José Ricardo de Menezes, um aluno de mestrado “bastante corajoso”, e depois com outro estudante, Cesare Quinteiro Pica, o professor do Laboratório de Metrologia e Automatização (Labmetro) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolveu um sistema não invasivo de medição de glicemia, chamado de GlucoÍris.
“Inspirei-me na necessidade dos diabéticos”, diz Gonçalves. Ao 8 anos, sua filha, hoje com 15, desenvolveu diabete. Como outros doentes, precisa medir seu nível glicêmico três ou quatro vezes ao dia, além de ter de tomar as injeções de insulina, que regula a entrada de açúcar nas células. A operação pode ser dolorosa, especialmente para crianças. “Me machuca ver”, afirma. Além da dor, há o custo. A fita com reagente, que precisa ser trocada a cada picada, custa R$ 1,60, de acordo com o professor. No ano, a conta de um tríplice teste diário fica em R$ 1.752,00.
O GlucoÍris analisa a cor da íris, que se modifica de acordo com o nível de glicemia do paciente. A imagem é captada por uma câmera digital, que envia informações a um programa de computador desenvolvido pela equipe de Gonçalves. Os cientistas calcularam parâmetros de cada região da íris e perceberam que, em algumas, as respostas são bastante claras.
Testes – A equipe pretende aumentar o número de pacientes testados. Na primeira fase, foi feita comparação entre os resultados do GlucoÍris e aqueles obtidos pelos equipamentos tradicionais, que usam uma gota de sangue. Com isso, os pesquisadores montaram uma base de dados, com as regiões sensíveis e as variações de cor. Por enquanto, ainda usam um protótipo grande. Em uma fase mais adiantada do processo, a idéia é chegar a um equipamento que possa ser carregado na bolsa, conectado a um computador de mão, ou ao menos acoplado ao PC em casa.
A equipe já tem o pedido de patente internacional em mãos para o sistema. Faz parte de uma corrida internacional para encontrar métodos alternativos – e especialmente não invasivos – para tratar de diabéticos. Recentemente foi lançada uma insulina inalável, que dispensa a injeção. Existe um relógio, Glucowatch, que mede a glicemia pela pele. Mas precisa de um reagente, na forma de uma almofadinha, que custa US$ 4,00, de acordo com o professor. Com o GlucoÍris o paciente teria apenas um gasto inicial, com o equipamento.

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Mapa iridológico com base na ectoderme, mesoderme e endoderme

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